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Porto
Alegre :: maio / junho :: 2005 |
Elevar as vendas sem tirar um centavo sequer
a mais do bolso é o sonho de qualquer anunciante,
seja ele de que tamanho for.
Pois quando se trata de investimento em mídia,
uma melhor combinação da internet com
outros meios — apenas realocando as verbas adequadamente
— pode oferecer esse resultado, conforme mostrou
o estudo apresentado pelo diretor da Marketing Evolution,
Ethan Rapp, durante o MaxiMídia, o maior evento
de comunicação da América Latina
realizado pela M&M Eventos, empresa do Grupo Meio
& Mensagem. Rapp é considerado um especialista
em estudos sobre retorno de investimentos em mídia
e publicidade digital. “A mídia deve ser
planejada tendo em vista eficácia e custo, pois
mensurar significa medir vendas, diferenciação
de marca e eficiência”, acentuou ele durante
sua palestra.
“Em ações de mídia tradicionais
raramente as respostas são mensuradas, até
porque os objetivos de comunicação são
diversos e não contemplam exclusivamente vendas”
Ângelo Franzão, McCann-Erickson
Ou seja, cada real investido em propaganda deve servir
tanto para alavancar vendas quanto para reforçar
a imagem da marca. Mas por que a internet é tão
importante nesse processo? O estudo da Marketing Evolution,
feito com base no mercado norte-americano, parte de
vários princípios. Um deles é o
de que a web melhora a cobertura pelo fato de os internautas
do país estarem cada vez menos ligados em outras
mídias, principalmente em TV. Além da
cobertura incremental, a internet é um meio que
gera resultados efetivos tanto em construção
de marcas quanto em vendas, como apontam levantamentos
norte-americanos e europeus.
Doze estudos públicos que mediram impacto de
campanhas em branding e vendas mostraram que, na maioria
dos casos, a mídia online tem uma relação
custo/benefício melhor que TV e mídia
impressa. Com essa informação, aumentar
as verbas para a web reduzindo proporcionalmente os
investimentos em outros meios, como TV e Revista, passa
a ser uma conseqüência natural. Nesse sentido,
há indicações de que a mídia
online passe de 2% a 3% de participação
nas verbas de um plano de comunicação
para 10% a 15%, sem alterar o total da verba. É
importante que grandes anunciantes brasileiros tenham
acesso às tendências e aos estudos realizados
em mercados como os Estados Unidos, até porque
há similaridade na relação de consumo
de mídia. Tanto lá como cá, quem
usa a internet assiste menos TV, porque estes são
meios complementares. “Não tenho dúvidas
de que a mídia online, com a qualidade criativa
que temos no Brasil, gera ótimos resultados para
construção de marcas e vendas”,
acentua Marcos Swarowsky, gerente de marketing do MSN
Brasil. |
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| Pedro Cabral,
AgênciaClick |
“É difícil saber se as
vendas de um produto cresceram por causa do anúncio
na emissora de TV A ou B”
Pedro Cabral, AgênciaClick
E faz um alerta: “Os anunciantes que desejam medir
impacto na marca devem analisar com cuidado o click-through,
pois ele mede interesse em uma peça e não
resultado efetivo em branding”. Ao apresentar
o case da Ford, Ethan Rapp mostrou que 6% dos 500 mil
caminhões vendidos pela montadora no ano passado
foram comercializados por meio da web. No estudo sobre
a otimização de investimentos, se a Ford
tivesse realocado 6% de sua verba de TV para a internet
teria aumentado suas vendas em 5%. Ou seja, US$ 625
milhões a mais em faturamento.
Nada mau. Participante como debatedor do painel de Ethan
Rapp, Pedro Cabral, presidente da AgênciaClick,
também chamou a atenção para o
fato de a web ser um meio facilmente mensurável.
“É difícil saber se as vendas de
um produto cresceram por causa do anúncio na
emissora de TV A ou B, diferentemente da internet, onde
você identifica o que foi gerado por qualquer
portal ou site”, disse. E os métodos de
medição de resultados na internet utilizados
no Brasil são semelhantes aos dos EUA.
A questão é que muitos anunciantes e até
mesmo agências não sabem a freqüência
de mídia ideal a ser adotada. No Brasil, o que
tem acontecido é um aumento no número
de clientes que anunciam na web, certamente porque percebem
que, mesmo em casos muito específicos, é
um erro não estar online. E há exemplos
diversos: alguns preferem melhorar suas verbas para
veiculação na rede, ao passo que outros
partem para as realocações. “No
caso de ações de mídia tradicionais,
raramente mede-se as respostas, principalmente de uma
forma comparativa. Até porque os objetivos de
comunicação são diversos e não
contemplam exclusivamente vendas”, lembra Ângelo
Franzão, vice-presidente executivo e diretor
de mídia da McCann-Erickson.
De fato, cada veículo tem sua característica
e uma contribuição específica ao
processo de comunicação. “Portanto,
a sinergia entre os meios é fundamental para
o melhor resultado da campanha”, diz Franzão,
que admite não ser adepto da técnica de
realocar verbas. “Super ou subprogramação
em algum meio de comunicação pode indicar
erro técnico.” Nesse sentido, é
imperioso que cada um seja programado de forma planejada
para que não haja sobras.
A Credicard iniciou neste segundo semestre ações
experimentais de mídia online exclusivamente
voltadas a venda de cartões. “Essas ações
devem se alongar até o final deste ano e vão
gerar dados para a definição do budget
para 2005”, diz Amauri Zerillo, gerente de e-business
da Credicard que está estudando os veículos,
formatos, públicos (universitários, profissionais
liberais, empresários) e também seus inúmeros
produtos: Credicard Clássico, Credicard Tam,
Credicard Fiat, Credicard Universitário. “O
que está acontecendo é que, de forma geral,
as verbas para a mídia online estão crescendo”,
avalia ele. Assim, é provável que na Credicard
essa verba também aumente em 2005. “Tanto
para vendas, que ainda iremos definir de acordo com
os resultados dessas ações-teste, quanto
para mídia institucional, de relacionamento e
promocional, que já se mostram eficazes a anos.”
Para Queiroz, o estudo da Marketing Evolution é
preciso, mas ele ainda não vê como aplicá-lo
de forma mais freqüente no Brasil. |
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| Amauri
Zerillo, Credicard |
“O que está acontecendo é
que, de forma geral, as verbas para mídia online
estão crescendo”
Amauri Zerillo, Credicard
“A internet compete diretamente com a TV por assinatura,
pois há grande coincidência de público,
e se analisarmos os investimentos em mídia nos
dois meios concluiremos que a web deve crescer mais
que a TV por assinatura nos próximos anos”,
prevê. É certo que, se o projeto é
concebido para a mídia online, terá o
investimento que merece, independentemente da comparação
com os demais meios. “Houve casos recentes de
alocarmos verbas que superaram todo o histórico
deinvestimentos do meio, plenamente justificado pela
ousadia do próprio projeto ou simplesmente pela
missão atribuída à internet. E
a resposta foi altamente positiva”, conta Franzão.
“Percebemos, cada vez mais, maior conforto na
aprovação de verbas exclusivamente para
a web.”
Na visão desses profissionais de comunicação,
no atual estágio pode ser mais importante para
a internet oferecer maiores referências do seu
potencial independentemente de combinações
com outros meios e com a TV, especificamente. A web
já atingiu a maturidade desejada, especialmente
como canal de comunicação. “Alguns
resultados obtidos com nossos clientes são amplamente
satisfatórios e até surpreendentes. Percebemos
que o investimento é conseqüência,
e não o objetivo das ações”,
conclui Franzão. |
FONTE: Conexão MSN / Meio & Mensagem
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